Foto: Bruno Santos/Folhapress
A campanha de Lula (PT) chega à reta final sem encontrar um ponto de virada porque o presidente e o partido se recusaram a reconhecer os próprios erros. A avaliação é da jornalista Dora Kramer, em coluna publicada nesta segunda-feira (28) na Folha de S.Paulo.
Para a colunista, o PT subestimou Flávio Bolsonaro (PL) ao tratá-lo como um adversário fácil. A má avaliação do governo, a força da identificação bolsonarista e a “soberba petista”, afirma, acabaram criando um cenário de empate e aproximando Flávio de uma vitória antes considerada improvável.
Dora classifica a reação da campanha governista como tardia, improvisada e baseada em medidas populistas. Para ela, o governo agiu como se a parcela mais pobre do eleitorado estivesse sempre disponível para ser conquistada por benefícios de última hora, ignorando o desgaste provocado pela longa permanência de Lula e do PT no poder.
“Não se ouviu o bom conselho da autocrítica que facilita o discernimento entre desejo e realidade”, escreveu. Na análise da jornalista, o corre-corre final ainda pode recuperar votos, mas não resolve a falta de um projeto de futuro nem garante que Lula e o PT conduzam o país a um bom caminho nos próximos quatro anos.



