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O ministro André Mendonça, do STF, determinou que a Polícia Federal investigue um possível vazamento de informações da operação que teve entre os alvos o senador Jaques Wagner (PT-BA).
Para apurar o caso, o ministro autorizou a quebra do sigilo telefônico e o monitoramento da movimentação do celular do parlamentar pelo período de dez dias.
Na decisão, Mendonça afirmou haver indícios que justificam a apuração sobre um eventual acesso antecipado de investigados às informações da operação e sobre a possibilidade de o vazamento ter ocorrido no âmbito da própria Polícia Federal.
Jaques Wagner é investigado na Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de pagamento de propina envolvendo o Banco Master. Segundo a Polícia Federal, há suspeitas de que o senador tenha recebido vantagens indevidas por meio de um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões, em Salvador.
A investigação também menciona mensagens nas quais o empresário Daniel Vorcaro teria indicado que Wagner poderia atuar como intermediário para transmitir recados ao presidente Lula.
As suspeitas são objeto de investigação e não representam conclusão sobre a responsabilidade dos envolvidos.
Ao retirar o sigilo dessa etapa do processo, Mendonça destacou que recebeu um pedido de audiência de um dos investigados no mesmo dia em que a Polícia Federal protocolou as representações relacionadas à operação.
Para o ministro, a coincidência reforçou a necessidade de apurar um possível vazamento de informações.
O senador foi alvo de mandado de busca e apreensão na nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 18 de junho.
De acordo com a decisão, o monitoramento da antena do celular foi autorizado porque medidas ostensivas poderiam comprometer as investigações, permitindo eventual destruição de provas, troca de aparelhos ou alinhamento de versões entre os investigados.



