Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Itamaraty contestou a possibilidade de classificar facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
A manifestação foi enviada em resposta a questionamentos da Câmara dos Deputados e afirma que uma eventual mudança poderia gerar impactos nas áreas financeira, migratória e penal.
Segundo o colunista Cláudio Humberto, a posição do Ministério das Relações Exteriores reproduz uma “mentira oficial” ao argumentar contra a medida. A crítica ocorre diante do debate sobre o enquadramento de facções brasileiras em listas internacionais de organizações terroristas.
No documento, o Itamaraty também citou a possibilidade de interpretações envolvendo “uso da força militar dos EUA em território brasileiro” caso grupos criminosos fossem classificados dessa forma.
O texto, assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirma ainda que a designação de PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas “não trará benefícios” ao Brasil.
A posição do governo federal tem sido questionada por parlamentares e críticos, que defendem medidas mais duras contra a atuação de facções criminosas no país.




