Luiz Eduardo alerta para crise de segurança em Mossoró e falta de insulina na saúde pública

Foto: Eduardo Maia

A crise na segurança pública de Mossoró e o desabastecimento de insulina na rede pública pautaram o discurso do deputado Luiz Eduardo (PL) na Assembleia Legislativa, nesta quinta-feira (28). Durante a sessão plenária, o parlamentar manifestou preocupação com a escalada da violência na região Oeste e cobrou providências imediatas do Governo do Estado para a regularização de serviços essenciais e a liberação dos empréstimos consignados para os servidores públicos.

O parlamentar repercutiu o recente assassinato de um comerciante em via pública em Mossoró, classificando a situação local como uma “crise sem precedentes”. Luiz Eduardo contestou os dados oficiais que apontam melhorias nos índices de criminalidade do Rio Grande do Norte. “Se o estado estiver fora do mapa da violência, Mossoró está fora do mapa do Rio Grande do Norte, porque a violência não para. Mossoró vive a maior crise de segurança de sua história”, afirmou, cobrando a convocação de concursados das polícias Civil e Militar para reforçar o efetivo municipal.

O deputado destacou que a insegurança aterroriza a população e o setor produtivo, especialmente às vésperas do Mossoró Cidade Junina, evento que atrai milhares de turistas e tem o “Pingo da Mei Dia” como seu marco de abertura oficial. Segundo ele, o reforço policial é urgente não apenas para garantir a tranquilidade durante os festejos, mas para assegurar o direito de ir e vir dos cidadãos no cotidiano da cidade.

No campo da saúde, Luiz Eduardo lamentou a falta de insulina na rede pública, que já perdura por cinco meses. O parlamentar alertou para o risco de morte e de complicações graves, como amputações de membros, enfrentado pelos pacientes diabéticos.

Por fim, o representante do PL criticou a suspensão dos empréstimos consignados, problema que, segundo ele, completou um ano sem solução. O bloqueio do crédito ocorre pela falta de repasse dos valores descontados nos contracheques para as instituições financeiras, o que prejudica o poder de compra do funcionalismo e impacta o comércio local. “É fundamental que os consignados voltem a funcionar para socorrer os servidores e aquecer a economia”, concluiu.

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