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A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça que autorizou uma nova fase da Operação Compliance Zero aponta que a Polícia Federal identificou pagamentos mensais de pelo menos R$ 300 mil feitos por Felipe Cançado Vorcaro ao senador Ciro Nogueira.
Segundo a investigação, os valores chegaram posteriormente a R$ 500 mil.
Felipe, preso temporariamente nesta quinta-feira (7), é primo de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, também alvo da operação.
De acordo com a PF, Felipe teria operacionalizado uma parceria entre empresas apontadas como de fachada para viabilizar as transferências investigadas.
Mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro mostram conversas sobre a continuidade dos pagamentos. Em um dos diálogos, Daniel afirma: “Tem que enviar. Muito importante”. Em outra troca de mensagens, Felipe questiona se deveria manter os pagamentos em “500k” ou reduzir para “300k”.
A investigação também aponta que Felipe deixou a presidência da Green Investimentos S.A., empresa citada no inquérito como usada para lavagem de dinheiro, um dia após a primeira fase da operação, deflagrada em novembro de 2025.
A defesa de Ciro Nogueira informou que repudia “qualquer ilação de ilicitude” sobre as condutas do parlamentar e ressaltou que o senador “não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados”.
“Medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas cortes superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas”, completaram os advogados.




