A Polícia Federal investiga a entrada de bagagens sem fiscalização em um voo que transportava o presidente da Câmara, Hugo Motta, o senador Ciro Nogueira e o empresário Fernando Oliveira Lima, apontado como operador de plataformas de apostas.
Segundo a investigação, volumes trazidos no voo não passaram pelo raio-x no desembarque em São Paulo. Imagens de segurança mostram o piloto transportando várias bagagens que teriam sido liberadas sem inspeção por um auditor da Receita Federal do Brasil.
O voo saiu da ilha de São Martinho, considerada pela PF como um paraíso fiscal, e foi realizado em aeronave particular ligada ao empresário. Além de Motta e Ciro, também estavam a bordo outros parlamentares. A polícia ainda não conseguiu identificar o conteúdo das malas nem a quem pertenciam.
O caso foi enviado ao Supremo Tribunal Federal por envolver autoridades com foro privilegiado. A decisão sobre quem conduz a investigação caberá ao ministro Alexandre de Moraes.
Em nota, Hugo Motta afirmou que seguiu todos os protocolos legais. Já o empresário disse que as bagagens eram itens pessoais do piloto. A investigação segue em andamento.
Blog do Gustavo Negreiros




