Investigado no STF nega vazamento de dados e acusa operação de Moraes de “truculência”

Foto: Reprodução

O empresário Marcelo Conde, investigado em inquérito do STF sobre suposto vazamento de dados sigilosos da Receita Federal envolvendo familiares do ministro Alexandre de Moraes, negou qualquer participação no esquema e criticou a operação que o tornou alvo de mandado de prisão, classificando a ação como “truculenta” em nota divulgada nesta segunda-feira (20).

Conde é considerado foragido pelo STF, que investiga a obtenção irregular de dados fiscais de autoridades e familiares de ministros. Segundo a investigação, ele teria pago R$ 4,5 mil para acesso a informações sigilosas, o que ele nega.

De acordo com o Supremo, a apuração envolve um esquema de acesso indevido a dados de mais de 1.800 contribuintes, incluindo autoridades dos Três Poderes. A operação também cumpriu mandados de busca e apreensão em dois estados.

Em sua defesa, o empresário afirma que não teve acesso integral à decisão judicial e que isso compromete seu direito de defesa, além de negar envolvimento em qualquer organização criminosa.

Ele também criticou a condução do caso, afirmando que houve exposição pública excessiva e apreensão de equipamentos de familiares.

A investigação segue em andamento e inclui análise de acessos à Receita Federal e ao Coaf, além de possíveis conexões com vazamentos de informações de autoridades públicas.

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