Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Lula criticou nesta quarta-feira (15) o fim da obrigatoriedade do imposto sindical e afirmou que a medida “asfixiou” o movimento sindical no país. A declaração foi dada durante reunião com representantes de centrais sindicais no Palácio do Planalto.
Segundo o presidente, a retirada da contribuição obrigatória, prevista na Reforma Trabalhista de 2017, comprometeu a capacidade de organização das entidades. Lula comparou o impacto da medida a uma estratégia de enfraquecimento semelhante à usada no combate ao crime organizado.
Durante o encontro, o presidente afirmou que o fim do imposto sindical teve como objetivo enfraquecer financeiramente as entidades. “Eles fizeram com vocês o que nós queremos fazer com o crime organizado: asfixiar. Tiraram o dinheiro e impediram a organização”, disse.
Lula também criticou o fato de outros setores manterem fontes de financiamento, citando o Sistema S como exemplo. A reunião contou com a participação de centrais sindicais, que entregaram ao governo o documento intitulado “Pauta da Classe Trabalhadora”, com propostas para o período de 2026 a 2030.
Entre os principais pontos apresentados estão:
- regulação do trabalho por aplicativos
- fim da jornada 6×1
- combate ao assédio moral e sexual no trabalho
- enfrentamento à pejotização
- revisão da reforma trabalhista
- criação de políticas para trabalhadores informais
- reorganização do modelo sindical
Debate sobre mudanças na legislação
A contribuição sindical obrigatória foi extinta durante o governo do ex-presidente Michel Temer, tornando o pagamento facultativo e condicionado à autorização do trabalhador.
A discussão sobre possíveis mudanças nas regras trabalhistas e no financiamento sindical segue em debate dentro do governo federal e entre representantes do setor produtivo e dos trabalhadores.




