Seis anos depois, investigação da Polícia Federal (PF) concluiu, pela segunda vez, que não houve indícios de interferência política ou de interesses do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na corporação. A informação foi divulgada neste domingo (12). O inquérito foi instaurado em 2020, por ordem do ministro do STF Celso de Mello, hoje aposentado.
A primeira conclusão da investigação saiu em março de 2022, quando a PF havia relatado ao Supremo Tribunal Federal (STF), declarando que não havia indícios para o crime imputado.
As investigações tinham partido de acusações do antigo ministro da Justiça no governo Bolsonaro, Sergio Moro (PL-PR). NA ocasião, ele afirmou ter sofrido pressão para promover mudanças no comando da PF, que era dirigida por Marcelo Valeixo.
Diante da nova gestão, dessa vez pelo governo Lula (PT), a PF fez uma revisão nas provas colhidas e reiterou a conclusão de que não houve interferência do ex-presidente durante sua gestão.
O delegado responsável, Carlos Henrique Pinheiro Melo, cita na decisão que solicitou provas ao inquérito das fake news, com o ministro Alexandre de Moraes (STF), que indicassem a ocorrência de interferência, mas o ministro respondeu que não havia provas do ato naquele inquérito.
A conclusão diz ainda que eventuais atos de interferência detectados nos inquéritos de relatoria do ministro Alexandre de Moraes podem ser apurados diretamente nesses procedimentos de investigação.
A conclusão será enviada a Moraes, que deve pedir um parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, se decide arquivar ou pedir novas diligências.
Diário do Poder




