Foto: Victor Piemonte/STF
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que não há, até o momento, elementos suficientes para abrir investigação contra ministros do Supremo Tribunal Federal no caso envolvendo o Banco Master.
Segundo Gonet, as informações reunidas até agora não apresentam indícios concretos de crime — requisito essencial para a instauração de apuração formal. “Investigação pressupõe indício de crime”, declarou.
As apurações citam possíveis conexões entre os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com o empresário Daniel Vorcaro, investigado por suspeitas de fraudes financeiras.
No caso de Toffoli, há menções a relações indiretas com pessoas ligadas ao banqueiro. Já Moraes é citado por um contrato de R$ 129 milhões entre o banco e o escritório de sua esposa, Viviane Barci.
Vorcaro está preso preventivamente na operação Compliance Zero e negocia um possível acordo de delação premiada com a Polícia Federal.
Diante do cenário, a Procuradoria-Geral da República adota cautela e prioriza a análise de provas antes de qualquer medida envolvendo integrantes do STF.
O caso também gerou repercussão na Corte: Toffoli se declarou suspeito e deixou a relatoria, que passou para o ministro André Mendonça. Moraes não comentou o caso. O escritório de Viviane Barci afirma que prestou serviços institucionais ao banco, sem atuação em processos no Supremo.




