Foto: Antônio Augusto
O procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, afirmou que o Ministério Público vai atuar para impedir a infiltração de organizações criminosas no processo eleitoral. A declaração foi feita durante encontro com procuradores do Ministério Público Eleitoral, em Brasília.
Gonet defendeu uma atuação firme e neutra para garantir que o eleitor possa escolher livremente, sem pressões econômicas, políticas ou psicológicas. Entre as prioridades estão o combate à desinformação e à violência política, especialmente contra mulheres.
O encontro reúne cerca de 30 procuradores que discutem estratégias de fiscalização das eleições, incluindo temas como registro de candidaturas, fraude à cota de gênero, abuso de poder e prestação de contas.
Segundo o procurador, uma das principais preocupações é evitar a influência de facções criminosas no financiamento de campanhas e na escolha dos eleitores. Para isso, foi criado um grupo de trabalho que atuará em conjunto com núcleos de inteligência e grupos de combate ao crime organizado.
O vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, também destacou a necessidade de enfrentar a violência política de gênero. Atualmente, cerca de 300 casos são monitorados no país. Desde 2021, a prática é considerada crime eleitoral, com penas de até quatro anos de prisão.




