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A Penitenciária Federal de Brasíliaregistrou uma onda de pedidos de detentos para que conversas com advogados deixem de ser gravadas nos parlatórios — prática padrão do sistema penitenciário federal. Ao todo, dez solicitações foram feitas nas últimas duas semanas.
Os requerimentos foram encaminhados ao juiz corregedor da unidade e repassados à Polícia Penal Federal, responsável pela segurança das penitenciárias federais. Em todos os casos, a resposta foi negativa, sob o argumento de risco à segurança e possibilidade de envio de mensagens para fora da prisão.
O movimento ganhou força após decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou o ex-banqueiro Daniel Vorcaro a ter conversas não monitoradas com sua defesa durante tratativas de delação premiada. A decisão abriu precedente e incentivou outros presos a buscarem o mesmo direito.
Entre os detentos que solicitaram o benefício está Marco Willians Herbas Camacho, apontado como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC).
A decisão final sobre os pedidos caberá ao juiz corregedor. Caso haja negativa, a defesa de alguns presos já sinalizou que pretende recorrer ao STF. A direção da Polícia Penal Federal, no entanto, defende a manutenção das regras atuais, alegando que flexibilizações pontuais podem comprometer o funcionamento e a segurança do sistema.
Com informações da CNN




