Hélio: Antes da urna, a vitória da resistência

A política costuma consagrar resultados nas urnas, mas, vez ou outra, algumas vitórias acontecem bem antes disso. A consolidação do nome de Coronel Hélio dentro de um dos principais palanques do Rio Grande do Norte é uma dessas vitórias que não dependem de contagem de votos , dependem de resistência.

E resistência, nesse caso, não foi pouca.

Quem acompanha os bastidores sabe que houve uma tentativa clara e contínua de inviabilizar sua pré-candidatura. Pressões internas, fogo amigo, especulações sobre substituições por nomes como Flávio Rocha ou Ezequiel Ferreira, além de uma sequência quase industrial de análises e artigos tentando colar a ideia de fragilidade política. Diziam que não tinha capilaridade, que não dialogava fora da bolha, que seria um projeto natimorto.

Não foi.

Há algo que a política tradicional ainda subestima. A força de quem não recua. Conheci Hélio ainda nos movimentos de rua, longe dos gabinetes e dos acordos de bastidores. E ali já se via um traço que hoje se confirma, a teimosia de quem acredita no próprio caminho.

Enquanto parte da imprensa da capital, inclusive vozes que se apresentavam como aliadas, insistia em decretar o fim antes do começo, eu dizia o contrário. E sustentar essa posição não foi confortável. Houve pressão, telefonemas, tentativas de silenciamento. Hoje posso ser pernsona non grata por alguns da capital. Mas eu não recuei e mantive a palavra de apoio ao meu amigo Coronel.

E estar de pé, hoje, em um palanque competitivo, robusto e politicamente viável, já diz muito. Diz que a estratégia de desgaste falhou. Diz que a tentativa de isolamento não prosperou. Diz, sobretudo, que subestimaram a capacidade de resistência de um pré-candidato que não se dobrou.

A presença de Coronel Hélio nesse cenário é a prova de que, em meio ao barulho, ainda há espaço para quem sustenta posição, enfrenta pressão e atravessa a tempestade sem abandonar o rumo.

A campanha, de fato, ainda nem começou. Mas é inegável, a fase mais difícil já passou.

Agora é campo aberto. Decola, Hélio.

Blog do Ismael Sousa 

Deixe um comentário

Rolar para cima