Fundo ligado ao PCC bancou R$ 180 milhões para empresa acusada de financiar “Sicário” de Vorcaro

Foto: Divulgação/PRF

Um fundo investigado na Operação Carbono Oculto, que apura a infiltração do PCC no sistema financeiro, movimentou cerca de R$ 180 milhões para a empresa Super Empreendimentos — apontada nas investigações como peça-chave em um esquema de ameaças e coação. A companhia tem ligação direta com o banqueiro Daniel Vorcaro, já alvo de outras apurações.

De acordo com relatório encaminhado ao Coaf, o fundo Gold Style realizou transferências milionárias à empresa entre 2020 e 2025. O documento aponta operações estruturadas para ocultar os verdadeiros beneficiários, levantando suspeitas de lavagem de dinheiro e uso de mecanismos financeiros complexos para camuflar a origem dos recursos.

A Super Empreendimentos, que teve Fabiano Zettel — cunhado de Vorcaro — como diretor, também é citada em decisão do ministro André Mendonçacomo responsável por financiar um grupo clandestino. Esse núcleo seria liderado por Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, acusado de ameaçar desafetos do banqueiro.

Segundo a Polícia Federal, os pagamentos partiam do caixa da empresa e eram direcionados a companhias de fachada ligadas ao grupo, numa tentativa de disfarçar o destino do dinheiro. A estrutura, conforme os investigadores, era utilizada para monitorar, intimidar e pressionar autoridades, jornalistas e rivais comerciais.

As apurações também conectam o caso à Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras envolvendo fundos de investimento e o chamado “efeito circular” de recursos. Procuradas, as defesas dos citados não se manifestaram até o momento.

Com informações do jornal O Globo

Deixe um comentário

Rolar para cima