Imagens: You Tube/ 98fmnatal
Nesta sexta-feira (13), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL) concedeu uma entrevista ao programa ’12 em Ponto’, da 98 FM. Durante a sua ponderação, ele acusava o ex-presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PL) de praticar corrupção. Ao ser desmentido pela jornalista Anna Karinna Castro e questionado pela, também jornalista, Anna Ruth Dantas, Boulos acusa as jornalistas potiguares de fomentar mentiras.
Em um trecho do programa, capturado pelas publicações, Boulos afirma que “você pode ser o mais sujo corrupto do mundo, se ninguém te investiga, você vai andar pela rua como honesto”. Na sequência Anna Karinna desmente o ministro afirmando que “não há nenhum esquema de corrupção envolvendo Bolsonaro”, então ele questiona “Como é?”, dando a entender que ela está mentindo.
Boulos é questionado sobre quais foram os esquemas e ele respondeu sobre as joias, mas Anna Karinna afirma que ele foi absolvido. Boulos ainda insiste “Absolvido coisa nenhuma!”, na publicação feita pela jornalista, ela expõe as matérias da Agência Brasil com o título ‘PGR pede arquivamento de inquérito sobre desvio de joias por Bolsonaro’ e da CNN Brasil ‘TCU decide que joias sauditas não são patrimônio público’.
Em seguida, Boulos cita a CPI da Covid, mas ela expõe mais uma matéria da Agência Brasil intitulada ‘Zanin arquiva ação contra Bolsonaro por omissão na compra de vacina’, uma do Jornal Nacional com o título ‘PF conclui que Bolsonaro não cometeu crime de prevaricação no caso da vacina Covaxin’ e uma da Gazeta do Povo com o título ‘MPF arquiva acusação de genocídio contra Bolsonaro: “opinativo’. Mesmo com essas informações, Boulos acusa “Mentira, gente! Não minta! Não minta para o público! Isso não é verdade!”
Após tantas acusações de mentira por parte de Guilherme Boulos, a âncora Andreia Freitas, teve que intervir e expor as informações expostas no debate. “Procuradoria Geral da República pede arquivamento de inquérito sobre desvio de joias por Bolsonaro, vou encaminhar para o senhor também, viu, ministro?”, reforça Andreia. “Para que você leia e veja esse pedido de arquivamento, sim. Só para a gente deixar claro aqui e dizer que a nossa bancada está mentindo, que não existe isso, a gente faz jornalismo sério sempre, viu ministro?”.
Após a volta do intervalo, a jornalista Anna Ruth Dantas faz questionamentos ao ministro Boulos sobre o porque de Fábio Luís Lula da Silva, o ‘Lulinha’, se obstacular para quebrar o sigilo bancário. A seguir, ele fala “Não obstaculou nada, foi quebrado, tá publico!”. Porém, no dia 4 de março, a CNN Brasil publicou que a ‘Defesa de Lulinha pede suspensão de quebra de sigilo’ e um dia depois, a BBC publicou que ‘Dino barra quebra de sigilo de Lulinha horas depois de CPMI de CPMI obter seus extratos bancários.’ Boulos ainda exclama: “Parem de procurar pelo em ovo, gente! Parem de serem imprensa partidária, isso não ajuda!”
Boulos ainda questiona Anna Ruth sobre pessoas do governo envolvidas com o ‘Caso Master’, então a jornalista cita o senador Jaques Wagner (PT-BA) que, segundo o portal Metrópoles, pediu emprego no Banco Master para o ex-ministro da Economia do Brasil, Guido Mantega. Ele nega “Não! Em quê? Onde? Cadê? Mentira!”
Na noite deste sábado (14), Anna Ruth Dantas pronunciou-se em suas redes sociais sobre a entrevista e falou que os questionamentos feitos a Guilherme Boulos foram “técnicos” e são abordagens que são pautas diárias, e que as respostras proferidas pelo ministro foram deselegantes. “A entrevista com Guilherme Boulos não se tratou de esquerda e de direita, de pergunta de norte de sul, de leste de oeste. A entrevista feita com o ministro Guilherme Boulos foi uma entrevista técnica, com perguntas necessárias, com pautas que estão literalmente saltando aos olhos e aos ouvidos de todos os cidadãos. O que eu lamento de todo esse episódio é que tenha faltado ao ministro algo essencial, primordial para todo cidadão, o respeito”, afirma Anna Ruth. “De minha parte, vou continuar exatamente onde sempre estive, exercendo jornalismo imparcial, trazendo todos os questionamentos necessários, independente de lado, porque o jornalismo não tem lado, mas tem propósito, independente de qualquer situação. Eu sigo meu propósito, porque afinal de contas, só segue o propósito quem consegue suportar o processo.”.




