Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A inflação registrada no Rio Grande do Norte terminou 2025 acima do índice nacional, reforçando um cenário de atenção para consumidores e setor produtivo. Estimativas com base no IPCA de Natal indicam alta próxima de 4,4% no ano, enquanto o índice oficial do Brasil fechou em 4,26%, evidenciando pressões regionais mais intensas sobre preços.
O avanço foi puxado principalmente pelo encarecimento dos alimentos e dos serviços, áreas que tiveram reajustes constantes ao longo do ano. Questões climáticas, custos logísticos e a dependência de produtos vindos de outros estados influenciaram diretamente o abastecimento local, enquanto despesas com habitação, transporte e alimentação fora de casa também pesaram no orçamento das famílias.
Itens administrados, como energia elétrica e combustíveis, seguiram como fator relevante para o resultado mais elevado no estado, refletindo impactos acumulados e oscilações externas que chegaram ao consumidor final. Apesar disso, alguns segmentos apresentaram alívio, como a construção civil, que teve crescimento de custos abaixo das médias regional e nacional.
Para 2026, o mercado projeta inflação mais moderada, segundo o boletim Focus do Banco Central, mas o cenário ainda exige cautela diante dos juros elevados e das incertezas fiscais. A expectativa é de desaceleração gradual dos preços, embora especialistas alertem que a persistência da inflação de serviços pode continuar sendo um desafio para a economia potiguar.
Com informações do Agora RN




