Ano eleitoral acirra disputa por comissões estratégicas na Câmara

Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

A proximidade das eleições de 2026 deve influenciar diretamente as negociações pelo comando das comissões permanentes da Câmara dos Deputados. Com um calendário legislativo mais curto e foco crescente nas campanhas, parlamentares passam a disputar espaços de maior visibilidade política, capazes de projetar pautas e fortalecer discursos eleitorais.

Com a retomada dos trabalhos em fevereiro, as primeiras semanas serão marcadas por intensas articulações para a definição dos presidentes dos colegiados. A escolha segue a proporcionalidade das bancadas, o que garante às maiores siglas prioridade na ocupação dos cargos. Ao todo, são 30 comissões permanentes, cuja instalação, no ano passado, levou mais de um mês devido a acordos herdados da gestão de Arthur Lira e da eleição de Hugo Motta para a presidência da Casa.

O comando dessas comissões é estratégico porque permite controlar a pauta, acelerar ou travar projetos e até impulsionar convocações de ministros. As maiores disputas costumam envolver a CCJ e colegiados ligados a áreas sensíveis ao governo, além da CMO, que neste ano será presidida por um deputado. Paralelamente, a Câmara tenta avançar em temas de forte apelo eleitoral, como segurança pública, com a PEC da Segurança e o projeto Antifacção, que podem ir direto ao plenário.

Outro movimento esperado para o início do ano legislativo é a troca de lideranças partidárias. O PT terá Pedro Uczai no lugar de Lindbergh Farias, enquanto o PSB será comandado por Jonas Donizetti. Na oposição, o PL já confirmou Cabo Gilberto Silva como líder. Algumas siglas, como União Brasil e PL, optaram por manter seus atuais comandos, em meio a um cenário de reorganização política que antecede a disputa eleitoral.

Com informações da CNN

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