Eduardo Bolsonaro diz querer ser o candidato em 2026 se Jair não puder

Vinicius Schmidt/Metropoles

 

Em entrevista ao Contexto Metrópoles nesta sexta-feira (29), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) disse abertamente que gostaria de concorrer ao cargo de presidente da República em 2026, caso seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, não possa concorrer.

Eduardo disse ainda que sua família cogita sair do PL se o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) entrar na legenda.

“Se o meu pai não puder se candidatar, eu gostaria de sair candidato. Se o Tarcísio vier para o PL, o que vai acontecer? Eu não terei espaço. Estou no meu terceiro mandato. Sei como a banda toca. Eu teria que ir para outro partido”, disse ele.

 

“Eu não gostaria de sair do PL numa situação dessas, mas estou adiantando o meu ímpeto e a minha vontade. Acho que depois de ter sido o deputado mais votado da história do país; uma pessoa que tem relações diretas com presidente da Argentina e dos EUA; acho que eu consigo representar as pautas da direita. Não comecei ontem nisso”, disse ele.

Na entrevista, Eduardo também amenizou a declaração de seu irmão, o vereador Carlos Bolsonaro, que chamou os governadores de direita de “ratos”.

 

“A referência de rato do Carlos não cita nominalmente ninguém. Se a carapuça servir… Eu acho inapropriado você ter determinadas condutas, de participar de festividades ou jogar futebol no momento em que aquele que você diz que é o maior líder político do país, o seu padrinho político, está prestes a ser condenado. Eu acho inadequado, mas cada um forma a sua convicção”, disse ele.

 

“A pergunta que fica é: por que querem tirar o Jair Bolsonaro do páreo? Essa é a grande questão, não é colocar o Tarcísio. Tarcísio pode ser um bom candidato, e performa bem nas pesquisas. Mas por que é que tem que ser o Tarcísio?”, disse ele.

 

“Por que é que não pode ser o (Jair) Bolsonaro o candidato? É porque se encontrou com embaixadores? Porque fez um discurso num carro de som bancado com dinheiro da iniciativa privada? São argumentos esdrúxulos para tirar alguém da eleição presidencial”, disse.

 

Eduardo Bolsonaro diz que família sairá do PL se Tarcísio entrar

Na entrevista, Eduardo afirmou ainda que sua família cogita deixar o PL caso o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ingresse na legenda. Atualmente, Tarcísio está no Republicanos, mas há conversas para que migre para o PL.

“De fato, é algo que a gente pensa (sair do PL, se Tarcísio vier). Porque, da maneira que as coisas estão caminhando, existe um direcionamento para apagar a família Bolsonaro do cenário político”, disse.

 

“É o Bolsonaro preso, censurado; os filhos sem poder concorrer. Se continuar nessa batida, vão me colocar centenas de anos de cadeia para eu não poder voltar ao Brasil, e o máximo que vamos conseguir será alguém da família virar senador ou deputado. Mas totalmente fora do jogo”, afirmou.

 

“Por exemplo, o Tarcísio: se ele for eleito presidente, fica difícil termos participação (no governo). Qual é o secretário bolsonarista que existe no governo Tarcísio? Não tem. Mas há pessoas ali que são ligadas ao PSOL.”

 

“Eu tentei indicar o secretário de Cultura (no governo de São Paulo). O nome não foi aceito, e foi colocada uma pessoa que já foi secretária de Cultura do governo de Fernando Haddad (PT). Falei da Laís Vita, que já fez doações para o PSOL. O marido dela – acho que agora se separaram – já trabalhou com o ex-deputado Marcelo Freixo (hoje no PSB).”

 

“Vocês imaginam só: a gente votar em um presidente para representar a direita, e ele nomear como ministra da Cultura uma pessoa que já foi ministra do governo Lula. Não estou criticando o Tarcísio. É uma pessoa de caráter íntegro, que não está metida em corrupção, um excelente gestor. Mas eu acredito que exista espaço para você tentar uma candidatura à direita”, disse.

 

Deu no Metrópoles

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