Fachin diz que STF vai ‘cortar’ penduricalhos proibidos pela Corte e colocar ‘ordem’ nos pagamentos

Foto: Fellipe Sampaio/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, afirmou que pagamentos a membros do Judiciário e do Ministério Público que desrespeitem decisões da Corte sobre supersalários serão cortados.

A declaração ocorre dois dias após o Conselho Nacional de Justiça, também presidido por Fachin, aprovar resolução que mantém benefícios extras e cria novas verbas.

Segundo o ministro, qualquer pagamento fora dos parâmetros definidos pelo STF será barrado. Ele defendeu mais controle, responsabilidade fiscal e respeito à magistratura.

Em março, o STF determinou a extinção de 15 penduricalhos, mas permitiu que a remuneração ultrapasse o teto em até 70%, podendo chegar a cerca de R$ 78,7 mil.

A resolução do CNJ incluiu uma nova gratificação de 3% por dependente de até 6 anos, benefício não previsto na decisão do Supremo.

Enquanto o Congresso não regulamenta o tema, um grupo de trabalho do CNJ e do Conselho Nacional do Ministério Público ficará responsável por aplicar e fiscalizar as regras, buscando padronização e transparência nos pagamentos.

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