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O Ministério das Relações Exteriores se recusou a divulgar, via Lei de Acesso à Informação (LAI), a lista de hóspedes que utilizaram residências oficiais do Brasil no exterior durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre os nomes que já passaram por esses imóveis estão a primeira-dama Janja e o humorista Fábio Porchat.
A informação é da colunista Andreza Matais, do portal Metrópoles. O pedido solicitava dados de 24 residências oficiais em cidades como Buenos Aires, Roma e Washington, mas foi negado pelo Itamaraty sob a justificativa de que a solicitação seria “desproporcional” e poderia comprometer o funcionamento do órgão. Após recursos em todas as instâncias previstas na LAI, o caso agora será analisado pela Controladoria-Geral da União.
Mesmo com a negativa, registros públicos indicam que autoridades e convidados já utilizaram esses espaços. Em 2025, Lula e Janja ficaram hospedados na residência oficial em Roma durante compromissos internacionais, enquanto Fábio Porchat também esteve no local a convite da embaixada brasileira na Itália.
Os gastos com a manutenção dessas estruturas no exterior somaram pelo menos R$ 240,5 milhões em 2025, incluindo despesas com pessoal, aluguel e serviços. Em visitas oficiais, há registros de custos específicos, como a compra de insumos e até itens de decoração. Em uma viagem a Roma, por exemplo, foram empenhados R$ 2,5 mil para aquisição de velas destinadas à ala de representação da residência oficial.
Além disso, durante estadia em Nova York para a Assembleia Geral da ONU, houve despesa de R$ 9,6 mil com a contratação de garçons para atender a comitiva presidencial. O Itamaraty não detalhou os critérios de hospedagem nem os nomes dos demais convidados que utilizaram as residências oficiais.




