Crescimento se prova em planilha. Desespero, em release.

É curioso observar como alguns entram no mercado de saúde falando mais do concorrente do que de si mesmos. Talvez seja porque, ao olhar para dentro, ainda não haja muito o que mostrar, e quando há, os próprios números não sustentam o discurso.

Em vez de apresentar resultados consistentes, optam por investir em narrativas enviesadas. É a velha estratégia de quem não tem o que mostrar de si e precisa falar dos outros.

Mas há um detalhe que costuma passar despercebido por quem aposta nesse caminho: médico não é plateia de marketing. Médico analisa balanço, resultado operacional, crescimento de carteira, índice de reclamação. Médico sabe exatamente a diferença entre gestão séria e construção artificial de narrativa.

Sendo bem direto: os dados oficiais contam outra história. E não é a que estão tentando vender.

A operadora em questão, registrada apenas em maio de 2025, possui cerca de 1.003 beneficiários e é classificada como de pequeno porte. Isso, por si só, não é problema. Toda empresa começa pequena. O problema é querer parecer grande tentando diminuir o maior concorrente.

Enquanto isso, a Unimed Natal segue apresentando aquilo que realmente importa. Crescimento de receita, ampliação da carteira, redução de custos, fortalecimento patrimonial e retomada do resultado operacional positivo. Tudo com base em dados oficiais, auditáveis e acompanhados pela ANS.

Diante desse cenário, a discussão deixa de ser sobre quem cresce. Os números já encerraram esse debate.

A pergunta correta é outra. Por que uma operadora com pouco mais de mil vidas, operação recente e resultado negativo dedica tanto esforço a atacar quem possui quase 200 mil beneficiários e uma trajetória consolidada?

Falta de resultado, excesso de ambição ou tentativa de compensar no discurso aquilo que ainda não conseguiu entregar na prática? Ou, talvez, seja mais simples: só se tenta derrubar quem lidera.

Meus amigos, este não é um tema que eu trate cotidianamente. Tenho relação publicitária com a Unimed, e isso sempre foi transparente. Meu papel nunca foi fazer defesa institucional. Mas existe um limite.

Quando a discussão ultrapassa a crítica legítima e entra no campo da desinformação, o senso de justiça fala mais alto. Fui olhar os dados, analisar os números e entender os fatos. E existe uma linha que eu não cruzo: não escrevo o que não acredito, não sustento o que não confio. Não faria isso comigo, nem com quem me acompanha.

No fim, o mercado de saúde não se move por versões, mas por evidências. Médico e usuário decidem com base em confiança, e confiança se constrói com histórico, consistência e números.

Fico, inclusive, satisfeito que haja concorrência. Quanto mais opções, melhor para o usuário e para o médico. Um mercado competitivo é saudável. Mas concorrência sem ética não é evolução, é atalho.

E atalho, na saúde, costuma cobrar caro.

Quando uma empresa fala mais do concorrente do que de si mesma, dificilmente é estratégia. É sintoma.

Renato Cunha Lima 

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