Foto : João Gilberto
Em seu pronunciamento, o deputado Tomba Farias detalhou o ocorrido. Segundo o parlamentar, as jornalistas Anna Karina Castro, Anna Ruth Dantas e Andreia Freitas foram chamadas de “mentirosas” pelo ministro, que elevou o tom de voz e adotou uma postura agressiva ao responder aos questionamentos.
Tomba Farias também expressou “estranheza” com o silêncio de parlamentares de esquerda, especialmente a ala feminina do PT, que, segundo ele, costumam se manifestar em defesa de mulheres. O legislador enfatizou que a democracia não sobrevive sem pluralismo e sem o livre embate de ideias. “O uso da força verbal ou da desqualificação moral para silenciar questionamentos é um sintoma de intolerância que atenta contra o princípio do livre pensamento e da busca pela verdade factual”, declarou. Ele acrescentou que o ataque pessoal a mulheres jornalistas em suas funções reveste-se de gravidade adicional, exigindo uma postura firme do parlamento potiguar em defesa da isonomia e do tratamento respeitoso entre autoridades e imprensa.
A deputada Cristiane Dantas (SDD), que preside a Procuradoria da Mulher (ProMulher) na ALRN, também subscreveu a moção, reforçando a defesa das profissionais. A deputada endossou as críticas, lamentando o ocorrido. “As referidas jornalistas foram chamadas de mentirosas e tiveram o trabalho desqualificado, ao vivo, e foram agredidas verbalmente”, disse Cristiane. A parlamentar reiterou seu repúdio ao episódio: “Repudio o que aconteceu naquela bancada com mulheres que estavam desempenhando o seu trabalho e que são conhecidas por serem referência na profissão e por sua ética. Costumam tratar de várias pautas, inclusive políticas, e demonstraram educação no trato, sem baixar o nível”.
Em sua fala, Tomba Farias também fez referência a um projeto de lei de sua autoria, em tramitação no Legislativo potiguar, que visa fortalecer a autodefesa das mulheres.




