Fotos: Reprodução/Instagram e Juca Varella/Estadão
A Polícia Federal investiga a compra de R$ 474,5 mil em joias feita pela empresária Roberta Luchsinger e suspeita que as transações possam ter sido utilizadas para lavagem de dinheiro. Segundo documentos da investigação, os pagamentos foram feitos por meio da empresa RL Consultoria e Intermediações, da qual ela é sócia, com repasses para a joalheria Jival Comércio de Joias.
A informação é do colunista Tácio Lorran, do portal Metrópoles. De acordo com os investigadores, os valores teriam sido transferidos de forma fracionada, o que pode indicar tentativa de ocultar a origem dos recursos. Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras apontam que a empresa ligada à empresária recebeu cerca de R$ 18,2 milhões, incluindo R$ 1,1 milhão provenientes da Brasília Consultoria Empresarial, associada ao lobista Antonio Carlos Camilo Antunes.
Parte dos recursos também teria sido direcionada para compras de luxo e serviços de turismo. Conforme a apuração, aproximadamente R$ 1,9 milhão foi enviado à Ski Brasil Viagens e Turismo. Para a PF, esse tipo de movimentação pode indicar tentativa de conversão de dinheiro em bens de alto valor.
Em nota, a defesa de Roberta Luchsinger afirma que todas as joias foram compradas legalmente, com notas fiscais e certificação de autenticidade. O advogado Bruno Salles declarou que as aquisições foram feitas por meio de transferências bancárias regulares e destinadas a uso pessoal.
A empresária é apontada na investigação como possível ligação entre o lobista conhecido como Careca do INSS e Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os três são citados na Operação Sem Desconto, que apura supostos descontos irregulares em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social.




