ALERTA NO PLANALTO: Posts contra Lula ligam sinal vermelho no governo

Foto: Marcelo Theobald

O Palácio do Planalto entrou em estado de atenção após um levantamento interno mapear publicações impulsionadas nas redes sociais com críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O material aponta que apoiadores do senador Flávio Bolsonaropatrocinaram conteúdos atacando o governo, especialmente após o desfile de uma escola de samba que homenageou o petista no Carnaval.

A informação é do jornal O Globo. O documento, que circula entre integrantes do alto escalão e da cúpula do PT, lista 54 figuras públicas — entre parlamentares, prefeitos e influenciadores — que pagaram para ampliar o alcance de postagens críticas. Governistas veem o movimento como uma prévia da estratégia da oposição para o próximo ciclo eleitoral e discutem ajustes na comunicação e na rota da campanha.

Também preocupa no governo a possível repercussão digital de desdobramentos envolvendo a quebra de sigilos de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, mantida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e respaldada por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. A avaliação é que novos fatos podem servir de combustível para novas ofensivas virtuais.

Diante do cenário, o PT intensificou o diálogo com representantes de big techs e discute estratégias para reagir a conteúdos impulsionados. O partido também tem promovido oficinas para ampliar a atuação digital de militantes, movimento que deve ganhar força às vésperas da eleição. Internamente, há ainda debate sobre eventual ação eleitoral, embora aliados reconheçam a dificuldade jurídica, já que críticas a governos não configuram, por si só, propaganda antecipada negativa.

Nos bastidores, integrantes do governo admitem que a presença de autoridades no desfile gerou desgaste desnecessário, sobretudo junto ao eleitorado evangélico. A oposição, por sua vez, sustenta que o próprio Planalto criou a narrativa que permitiu os ataques. O episódio reforçou a percepção de que a disputa eleitoral já começou nas redes — e que o campo digital será um dos principais frontes da batalha política.

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