O controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, decidiu não prestar depoimento à CPMI do INSS, conforme estava previsto na convocação aprovada na comissão, em sessão marcada para segunda-feira (23). Ele afirmou que não irá comparecer alegando medo de sofrer hostilidades durante voo entre São Paulo e Brasília e também negou a oferta de pegar carona em um jato da própria Polícia Federal, dizendo não ser “criminoso”. Ele ainda irá avaliar se atender a convite para depor na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, na terça (26).
A opção de não comparecer à CPMI foi determinada pelo movo relator do caso no STF, ministro André Mendonça, que o considerou como investigado e, nessa condição, a presença é facultativa em razão do direito de não produzir provas contra ele mesmo,
Preso em 17 de novembro durante operação da PF que investiga fraudes financeiras, Vorcaro foi solto posteriormente. No mesmo dia da prisão, o Banco Central do Brasil determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master.
A instituição é alvo de apuração sobre suposta emissão irregular de Certificados de Depósito Bancário (CDBs), que teriam movimentado cerca de R$ 12 bilhões. O relator da CPMI informou que, em conjunto com o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), deverá solicitar ao STF a definição de nova data para o depoimento.




