Oposição fará atos dia 1º contra Lula, Moraes e Toffoli

A oposição política brasileira anunciou oficialmente uma mobilização nacional para o dia 1º de março, com atos marcados em diferentes capitais para manifestar insatisfação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A concentração principal está prevista para às 14h na Avenida Paulista, em São Paulo, sob o lema “Acorda, Brasil – Fora Lula, Moraes e Toffoli”.

O chamado para a manifestação foi liderado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que publicou em suas redes sociais convites à população para participar do ato e de protestos em outras cidades, criticando o governo federal e o Judiciário em meio ao que ele considera “crises institucionais”.

Outro parlamentar que divulgou a mobilização foi o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), que também tem compartilhado nas redes sociais as razões que motivam o protesto e que dialogam com os apoiadores em sua base no interior de Goiás.

O líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), divulgou nota destacando a mudança de relatoria do chamado caso do Banco Master como uma oportunidade de restaurar a confiança nas instituições e afirmou que a redistribuição do processo para o ministro André Mendonça representa um passo no sentido de mais segurança jurídica.

O deputado federal Carlos Jordy (PL‑RJ) igualmente se pronunciou ao defender que o caso Master siga sob escrutínio e que a oposição continuará a insistir em instrumentos parlamentares como a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI).

Assim como em outras iniciativas recentes, parlamentares do Partido Novo têm participado de movimentos no Congresso.

Marcel van Hattem (Novo‑RS) e o senador Eduardo Girão (Novo‑CE) foram mencionados nas declarações de opositores por terem protocolado, em conjunto com outros colegas, um novo pedido de impeachment contra o ministro Dias Toffoli no Congresso, em função de sua atuação na relatoria do caso Master até a recente transferência.

O ato de 1º de março ocorre em meio a desdobramentos do caso Master, em que a Polícia Federal encontrou menções ao ministro Toffoli em material apreendido em investigação sobre o banco, e vem a poucos dias de debates políticos importantes, num cenário considerado por seus apoiadores como um momento de intensa discussão sobre responsabilidade e transparência das instituições públicas.

Além da manifestação principal em São Paulo, atos foram divulgados em outras capitais: Belo Horizonte, com concentração na Praça da Liberdade às 10h, e Porto Alegre, na Parcão às 15h, ampliando a mobilização pelos diferentes estados.

A oposição afirma que a convocação é aberta e democrática, convidando cidadãos, movimentos e lideranças locais a se engajarem em suas cidades, com o objetivo de expressar insatisfação com o atual momento político e institucional no país.

Diário do Poder

 

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