Passou despercebido por boa parte da imprensa, mas o presidente do INSS, Gilberto Waller, confessou a interferência “pesada” do governo federal, sobretudo do ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, no órgão. Waller, inclusive, disse que soube que o ministro falou “muito mal dele” em um evento do próprio INSS.
Gilberto Waller foi colocado na presidência do INSS como uma forma de o governo Lula estancar a crise no órgão, diante de desvios bilionários envolvendo aposentadorias e pensões pagas pelo instituto. O presidente anterior, Alessandro Stefanutto, não teve o trecho concluído no texto original.
Já na presidência, Gilberto Waller pediu a exoneração da diretora Lea Bressy, por entender que ela não tinha competência para o cargo. O ministro Wolney Queiroz, no entanto, negou. Além dela, houve também a exoneração de Wesley Aragão Martins, por causa de uma série de discrepâncias na concessão de benefícios.
Depois, Gilberto Waller entrou de férias e Lea Bressy, cuja exoneração ele havia pedido, voltou e o nomeou novamente. “Me diz como funciona isso, porque eu não entendo bem como funciona uma gestão assim. O senhor exonera e ela nomeia”, afirmou o relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar.
Blog do Gustavo Negreiros




