Foto: Rosinei Coutinho/STF
O ministro Dias Toffoli informou previamente colegas do STF antes de divulgar, na quinta-feira (29), uma nota sobre o andamento da investigação das fraudes no Banco Master. Ele não antecipou o conteúdo nem pediu opiniões, apenas avisou para evitar ruídos internos em uma Corte já dividida sobre o caso.
A iniciativa ocorreu após críticas à condução do processo. Em conversas com o gabinete, Toffoli avaliou que era necessário esclarecer publicamente os rumos da apuração e retirar o sigilo do que fosse possível, sem prejudicar as investigações.
No STF, há expectativa de divulgação de novos trechos. A nota, com 11 itens, reforça que o relator foi definido por sorteio, que o sigilo já existia na primeira instância e que o foro foi fixado com base em parecer da PGR.
Toffoli também informou que a Polícia Federal pediu mais 60 dias para concluir as investigações. Segundo o ministro, o processo segue de forma regular e, ao final, será decidido se o caso permanece no STF ou retorna à primeira instância.
Mesmo após o movimento, o tribunal segue dividido. Parte dos ministros vê normalidade na condução do caso; outra ala defende que a investigação volte ao primeiro grau, possibilidade que, segundo Toffoli, não deve ocorrer agora.




