Foto: Vinícius Schimidt/Metrópoles
Integrantes do Palácio do Planalto e aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que o escândalo envolvendo o Banco Master não deve causar desgaste relevante à imagem do petista nem interferir diretamente em um eventual projeto de reeleição. A leitura interna é de que o caso não tem apelo popular suficiente para mobilizar o eleitorado contra o governo.
A informação é da colunista Milena Teixeira, do Metrópoles. Segundo auxiliares de Lula, crises que mexem diretamente com o bolso ou com serviços essenciais, como as polêmicas envolvendo o Pix ou problemas no INSS, têm potencial muito maior de impacto eleitoral. Na comparação, o caso Master seria visto como mais restrito aos bastidores políticos e jurídicos, sem alcançar a base social do presidente.
Aliados ponderam ainda que investigações envolvendo diretamente membros da família do presidente, como eventual avanço de apurações sobre Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha, teriam repercussão bem mais sensível do que as conexões políticas que vêm sendo reveladas no escândalo bancário.
Outro argumento citado nos bastidores é que o alcance do caso Master não se limita ao entorno do governo federal. Nomes do Centrão e da oposição também aparecem entre os alvos das investigações, o que, na avaliação de governistas, dilui o desgaste político e reduz a capacidade do episódio de ser explorado eleitoralmente contra Lula.
Com informações do Metrópoles




