Fotos: Evaristo Sá/AFP e Ana Paula Paiva/Valor
A ordem do ministro Dias Toffoli (STF) para que todo o material apreendido na investigação contra o Banco Master fique lacrado e sob custódia do Supremo preocupa investigadores, que alertam para o risco de perda de provas.
O receio é maior em relação a celulares e dispositivos eletrônicos, cujo conteúdo costuma ser extraído rapidamente pela Polícia Federal para evitar falhas, bloqueios ou degradação dos dados.
Nesta quarta-feira, a PF realizou a segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o banco. O dono da instituição, Daniel Vorcaro, voltou a ser alvo. Seu cunhado, Fabiano Zettel, chegou a ser detido em um aeroporto a caminho de Dubai, mas foi liberado.
Toffoli determinou que todos os itens apreendidos — como celulares, notebooks, documentos, carros de luxo, relógios, R$ 98 mil em dinheiro e uma arma — fiquem lacrados no STF até nova ordem. Ao todo, foram cumpridos mandados em 42 endereços.
A Polícia Federal ainda não comentou oficialmente se a decisão pode atrasar as perícias.




