Lula e Haddad temem impacto no mercado e vê risco em atuação do TCU no caso Master

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, têm demonstrado preocupação, nos bastidores, com a condução do Tribunal de Contas da União (TCU) no processo envolvendo a liquidação do Banco Master. No Palácio do Planalto, o receio é que uma eventual reversão da medida gere instabilidade no sistema financeiro, com reflexos diretos no câmbio e na confiança do mercado.

 

Mesmo em recesso, Lula tratou do tema por telefone com ministros e assessores e avaliou que o TCU pode acabar desgastando a própria imagem ao determinar uma inspeção no Banco Central. Haddad, por sua vez, também acompanhou o caso à distância e, na equipe econômica, há temor de que o Tesouro Nacional seja chamado a absorver prejuízos decorrentes do episódio.

 

Segundo aliados, o caso levou a uma reaproximação entre Fazenda e Banco Central, em apoio à atuação do presidente do BC, Gabriel Galípolo, após um período de tensão provocado por divergências em torno do aumento do IOF. A avaliação interna é de que a liquidação foi uma decisão técnica e necessária para preservar o sistema financeiro.

 

Na segunda-feira, o ministro do TCU Jhonatan de Jesus determinou uma inspeção urgente no BC e indicou a possibilidade de reverter efeitos da liquidação do Master, embora tenha descartado, por ora, uma medida cautelar. Paralelamente, a Polícia Federal investiga indícios de fraudes em operações que somam R$ 12,2 bilhões envolvendo o banco e o BRB, negócio que acabou vetado pela autoridade monetária.

Com informações do O Globo

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